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Digitalização do Kuxa Kanema

O kuxa kanema (que em língua changana significa “O Nascimento do Cinema”) não foi apenas um cine jornal de actualidades, foi a primeira grande escola de cinema de Moçambique, criado em 1977, logo após a independência, tinha como missão levar a imagem do povo para o próprio povo, documentando a construção da nova nação.

O Instituto Nacional de Indústrias Culturais e Criativas (INICC, IP) deu um passo decisivo na salvaguarda da história visual de Moçambique através do projecto de digitalização do acervo “Kuxa Kanema”. Este esforço visa não apenas conservar suportes físicos vulneráveis, mas também permitir acesso ao público, um dos arquivos documentais mais importantes do continente africano.

A transição do suporte analógico para o digital assegura que a história de Moçambique não seja apagada pelo tempo. Através deste esforço conjunto entre o INICC, a Cinemateca Portuguesa e os financiadores, o "nascimento do cinema" ganha agora uma vida eterna, acessível para investigadores, cineastas e para todo o povo moçambicano.

Parcerias Estratégicas

A execução técnica deste projecto conta com o apoio especializado da Cinemateca Portuguesa, Museu do Cinema, IP. Esta colaboração internacional garante que o processo de restauro e conversão digital siga os mais elevados padrões internacionais de conservação cinematográfica, assegurando que a qualidade original das imagens seja preservada para as gerações futuras.

A Primeira Fase (2023)

Marcou o arranque do processo com a digitalização das primeiras 32 edições. O apoio (financiamento) da Eletricidade de Moçambique-EDM foi crucial para estabelecer os protocolos de trabalho e realizar os primeiros envios para os laboratórios do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento na Cinemateca Portuguesa, Museu de Cinema, IP, em Portugal, demostrando assim o impacto positivo da responsabilidade social corporativa no apoio a cultura pela EDM.

Segunda Fase:

Representa um salto quantitativo enorme, com o envio de 192 edições. Financiada pelo Orçamento do Estado sublinha o reconhecimento do Governo de Moçambique do Kuxa Kanema como um Património Nacional prioritário.

Mapeamento e Cadastro Nacional dos profissionais das artes e cultura e operadores do sector cultural e criativo

A realização do mapeamento e cadastro nacional dos profissionais das artes e cultura e operadores do sector cultural e criativo visa colectar informações que permitam avaliar o valor dos Indústrias culturais e Criativas na economia, em geral, por meio da identificação do seu porte e actores que podem ser quantificados com dados como: i) emprego, ii) número, iii) dimensão das empresas culturais e criativas, iv) importações e exportações, v) valor adicionado bruto e vi) segmentação da força de trabalho, de entre outros aspectos.

As informações colectadas por meio do mapeamento e cadastro serão importantes e deverão ser utilizadas como linha de base para analisar tendências económicas, seu impacto, bem como identificar problemas e oportunidades de desenvolvimento do sector cultural e criativo no país. Com dados fiáveis, será possível formular políticas públicas eficazes, desenvolver programas de apoio adequados, mobilizar investimentos, estruturar mecanismos de financiamento, bem como estimular o empreendedorismo, a competitividade, a modernização tecnológica e a inovação.

O primeiro estudo piloto foi realizado, em 2022, tendo abrangido um total de 2.012, sendo 1.544 profissionais e 468 operadores, nas cidades de Maputo, Matola, Inhambane, Beira, Chimoio e Nampula. Com a realização do segundo estudo pretende-se abranger as demais províncias com cobertura de zonas urbanas e periurbanas, com a expectativa de se alcançar cerca de 10.000 profissionais e operadores do sector

INCUBARTE: Incubadora Nacional de Indústrias Culturais e Criativas

O projecto INCUBARTE tem o condão de criar um espaço dedicado à promoção da inovação, profissionalização e desenvolvimento de empreendimentos culturais e criativos no país. Este espaço funcionará como um ambiente colaborativo e de experimentação criativa, onde projectos culturais poderão desenvolver-se com apoio técnico, formação especializada e acesso a redes de colaboração. A iniciativa prevê a reabilitação e readaptação do espaço físico adjacente ao edifício das instalações do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, na cidade de Maputo.

Este projecto surge como resposta à necessidade de fortalecer o ecossistema criativo nacional, oferecendo infra-estruturas adequadas e programas estruturados de capacitação para os profissionais das artes e cultura. Na sua organização prevê a criação de áreas de coworking, salas de formação, estúdios de criação e espaços de networking, equipados com mobiliário funcional, equipamentos audiovisuais e acesso à internet. Este ambiente permitirá que artistas, criadores e empreendedores culturais desenvolvam negócios, projectos inovadores e sustentabilidade no acesso aos mercados internacionais para a colocação dos seus produtos e serviços criativos.

Espera-se que o projecto contribua para a dinamização da economia criativa em Moçambique, promovendo o empreendedorismo cultural, a geração de emprego e o fortalecimento das cadeias de valor das indústrias culturais e criativas. Espera-se ainda posicionar a incubadora como uma referência na rede nacional pública de infra-estruturas culturais, servindo de modelo para futuras iniciativas de incubação criativa em outras regiões do país, reforçando assim o potencial das artes e da cultura como motores de inovação, inclusão social e desenvolvimento económico.