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INICC debate sobre incentivos necessários para fortalecer a economia criativa em Moçambique  no FANCY AFRICA SUMMIT 2026

INICC debate sobre incentivos necessários para fortalecer a economia criativa em Moçambique no FANCY AFRICA SUMMIT 2026

01/10/2026   |   Maputo

A necessidade de criar incentivos para fortalecer a economia criativa em Moçambique, esteve em debate, terça-feira, 29 de Setembro, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, durante o FANCY AFRICA SUMMIT 2026, a mesa-redonda, subordinada ao tema “Tecnologia e Futuro da Moda”, juntou diferentes perspectivas sobre o papel da tecnologia, investigação, financiamento, formação e preservação cultural no desenvolvimento das indústrias criativas. Edilson Alberto, empreendedor da TECHSOLUTIONS, destacou a importância da investigação e inovação para o futuro da moda em Moçambique, defendendo uma maior ousadia na procura de soluções e oportunidades. Por sua vez, Lourinho Chemane, (PCA do INTIC), sublinhou que a adopção tecnológica é um processo gradual e destacou o papel dos serviços digitais na expansão do mercado da moda e na valorização dos valores socioculturais. A intervenção coincidiu com a entrada em vigor da Lei n.º 13/2026, de Segurança Cibernética. Por seu turno , Roberto Dove, Director-Geral do INICC, apontou os cinco pilares fundamentais para fortalecimento da economia criativa: infra-estruturas artístico-culturais adaptados à tecnologia; financiamento e formalização dos operadores; formação do capital humano, sobretudo em Direitos de Autor e Direitos Conexos; e investigação, preservação e domínio das técnicas de produção. Dove destacou ainda a importância de incentivos fiscais, acesso a equipamentos tecnológicos e apoio do FUNDAC , considerando que a maioria dos operadores do sector é constituída por micro, pequenas e médias empresas. O debate concluiu que o fortalecimento da economia criativa exige uma maior articulação entre tecnologia, investigação, financiamento, formação e preservação cultural, com cooperação entre instituições públicas, sector privado, criadores e parceiros de desenvolvimento.

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